22.1.12

sobre 2012.

Metas para 2012 baseadas nas de 2011:

- Manter pelo menos 55kg
- Continuar indo na academia ininterruptamente
- Economizar algum valor todo mês, mesmo que seja simbólico
- Terminar o clareamento
- Continuar não tomando refrigerante
- Continuar não tirando as cutículas
- Ser mais independente e pedir MENOS coisas pro Daniel (parte 2)
- Usar as lentes de contato

Novas metas para 2012:

- Fazer mais atividades físicas como lazer e rotina
- Ser saudável em primeiro lugar e ter prazer em comer em segundo
- Ter só maquiagens que uso, não comprar mais do que consigo usar
- Gastar menos que meu salário
- Fazer mais compras à vista
- Beber menos álcool
- Ter mais foco no trabalho e no futuro
- Procrastinar menos
- Começar a pagar a formatura <3
- Ir no dentista
- Se precisar, comprar um notebook
- Vir mais arrumada para o trabalho
- Manter as boas amizades e não ter medo/preguiça de novas
- Ter vida social, mas não ter medo de dizer "Não" quando não tiver dinheiro
- Presentear as pessoas importantes em seus aniversários
- Se não tiver dinheiro para alguma coisa, lidar com isso e não me endividar para dar conta
- Não parar de assistir séries legais, mas sem ficar muito viciada
- Assistir shows
- Viajar p/ perto
- Programar uma super viagem p/ final de 2012 ou início de 2013
- Ter mais paciência
- Tratar melhor minha família, independente do tratamento que recebo
- Fazer nova tatuagem
- Aprender a nadar
- Aprender a andar de bicicleta
- Fazer passaporte
- Ser mais pontual
- Fazer depilação definitiva em alguma parte do corpo
- ver mais as amigas
- Continuar comendo bastante frutas e bebendo bastante água
- Usar batom vermelho
- Ficar mais tempo off line
- Rir mais
- ver mais comédias
- Passar mais tempo "fazendo nada"
- Ter um ano inesquecível!

2.1.12

sobre as resoluções do ano que acabou.

Então que um ano atrás (socorro, o tempo passa mesmo!) escrevi esse post sobre resoluções pra 2011, pois meu ano de 2010 foi xoxo!

Vamos ver se consegui cumprí-las?

1. Pesar 54 kg - em 31/12 estava com 54,800! Mais que bom =)
2. Fazer exercícios - estou fazendo desde agosto!
3. Parar de usar tênis diariamente - simm!
4. Guardar um dinheiro mensalmente - quase nada...
5. Continuar não tirando cutículas - sim!
6. Continuar na faculdade - sim!
7. Trocar de emprego se até março não melhorar trabalho/salário - sim!
8. Comprar um notebook - não! :(
9. Assistir Mad Men, Fringe - só comecei Mad Men, mas falta terminar
10. Colocar lentes de contato ou comprar óculos novo e ENXERGAR - comprei os dois! Só falta usar sempre, hahah
11. Usar maquiagem todos dias - tirando uns dias de preguiça, sim =)
12. Comprar câmera digital - sim =D
13. Pedir menos coisas pro Daniel - hmmmm.. não!
14. Ler ao menos 1 livro por mês - não!
15. Terminar clareamento dos dentes - não, mas comecei em 01/01/2012 haha
16. Cumprir todas tradições de ano novo pra ver se funciona! - fiz umas, mas não todas!
17. Trocar coca cola por chá gelado - só parei de tomar refrigerante em outubro
18. Ir no Rock In Rio assistir Red Hot Chili Peppers e Coheed and Cambria - não :(

No próximo post mostro as expectativas pra 2012! E são muitas, hein? ;)

29.9.11

sobre as coisas que me arrependo. feliz aniversário pai.

Quando eu era pequena, era mais próxima do meu pai, o xodózinho. Ele me chamava de "maguinha", pq eu era magrinha.
Depois veio a adolescência, e eu tomei consciência dos defeitos dele, como pessoa.
Desde lá eu já era meio intransigente. Se hoje percebo que meus amigos mudaram de uma forma que não me agrada, acabo me afastando. Não consigo evitar. É um defeito, afinal, amigo de verdade a gente mantém.

Então que eu me afastei do meu pai. Ele era só o cara que me fez, não dava significado ao "pai" que todas pessoas tanto sentiam amor.
Meu pai era viciado no jogo do bicho, e bebia bastante. Ele era uma boa pessoa, só não tinha um rumo. O sonho dele era ganhar no jogo, e fazer tudo que ele passou anos não fazendo. Cuidar da gente, acabar com as dívidas, ser feliz.

Ele passou tanto tempo sonhando, que não deu tempo de viver. Ele não ajudava nas contas da casa, não comprava presente nas datas especiais. Mas a maior alegria dele era ganhar uns trocados de tempos em tempos no jogo, e nos dar 20 ou 30 reais pra comprar um cd. Todo faceiro.
Era legal, a gente gostava. Minha mãe não podia se dar o luxo de lá pelo dia 21, do nada, dar um dinheiro pra gente gastar. Ela tinha contas pra pagar, comida e essas coisas.

Então que cresci e passei a ressentir ele. Como ele podia ser tão egoísta? Como não conseguia enxergar que aquilo tava destruindo a gente? Pai, seja responsável! Seja o homem da casa!

Eu já não suportava ficar perto dele. A respiração era pesada, devido ao peso, e eu também conseguia escutar ele mastigando. Ficava muito irritada. Mal aguentava ganhar ou dar um beijo no rosto dele. Limpava o rosto ou a boca, pq ele tinha a pele oleosa e ainda usava aquelas loções pós barba que só melecava mais.

Eu já era intransigente lá nos meus 17 anos quando ele ficou doente. Câncer.
Nem fiquei triste. Ele já tinha feito a gente passar por tantas....
Todo mundo me falava pra passar mais tempo com ele, ser carinhosa, ele era meu "pai", apesar de tudo.

Como eu podia esquecer tudo o que ele fez a gente passar?
Eu que sempre me achei empática, não conseguia me colocar na posição dele, como pai.
É tão automático ser filho, né? A gente acha que os pais tão ali pq escolheram isso, é obrigação deles.
Não podem ficar tristes, é a vida que escolheram. Eles que me colocaram no mundo.

Só hoje eu imagino, e choro, pensando no que se passava na cabeça dele.
Ele tinha defeitos, e eu tenho muitos outros, muitos iguais, mas ele era uma pessoa boa, que me amava, assim como a minha mãe e a minha irmã.
Imagino o quando devia DOER sentir a repulsa da filha dele. O rosto virado.
Mas eu não conseguia imaginar isso, naquela época.

Então eu não fiquei do lado dele nos últimos meses, nos últimos dias e nas últimas horas.
Eu vi meu pai ser carregado num saco preto através da sala da minha casa.

No velório dele, tive uns ataques de choradeira. Aquela coisa "essa pessoa viveu comigo por 18 anos e agora eu nunca mais vou ver ela".
Não foi "eu nunca mais vou ver meu pai".

Pois bem, todo esse tempo, desde 17 de maio de 2007, eu nunca senti muita falta, ou arrependimento.
Só esse ano, de uns meses pra cá que passei a pensar no meu pai.
No que ele sentia, e não o que ele fazia.
Não o que eu sentia, e sim o que eu fazia.

Então desculpa, pai. Eu não sabia melhor naquela época.
Todos tentaram me avisar, mas é o tipo de coisa que só se aprende vivendo.
Eu odiava que a nossa vida não era mais fácil, e que eu não podia fazer nada pra você mudar.
Eu odiava que essa casa era só brigas, berros. Que sempre faltava dinheiro.
Pior que as coisas não mudaram muito depois que você foi.
Agora são só mulheres, talvez a voz não seja tão alta, mas a gente ainda consegue gritar bem alto.

Espero que você esteja muito feliz aí.
Espero que consigas ser outra pessoa diferente, odeio pensar que quando as pessoas morrem, elas passam o "resto da vida" sem fazer nada, só olhando a vida na Terra. Ou nem isso.

Eu sei que escrever um monte aqui, nesse blog bem abandonado, não é nenhum tipo de homenagem, mas é o que eu consigo fazer agora.

Feliz aniversário.

13.6.11

sobre as-pequenas-coisas-da-vida.

Pra mim as melhores pequenas-coisas são:

  • ouvir na rádio uma música que eu gosto (principalmente se for mais antiga, as "do momento" sempre tocam);
  • ligar a TV quando passa Friends, Two and half man, Sex and the city (esse só na casa das amigas :/) mesmo que já tenha visto o episódio mil vezes;
  • receber uma mensagem inesperada;
  • receber um e-mail com conteúdo (nada encaminhado ou propagandas);
  • o olhar do Daniel quando eu me arrumo e ele diz que tou linda :)

E pra vocês, quais são as-pequenas-coisas-da-vida mais legais que tem?

3.6.11

sobre morar com os pais e etc.

Eu leio o blog da Gica há muitos anos, e sempre admirei seus textos inteligentes e seu humor.

Mas um tempo atrás ela escreveu no seu twitter algo como "é uma vergonha pessoas com mais de 20 anos ainda morar com os pais" (claro que não lembro exatamente as palavras, mas esse era o contexto).

Eu obviamente discordo dessa opinião, mas prefiro não discutir com pessoas que não conheço na internet, onde é fácil se esconder atrás do monitor (no meu caso).

Tento não levar pro lado pessoal nada que não seja dito diretamente pra mim, e bato nessa tecla também pra outras pessoas, pra evitar aborrecimentos. Mas dessa vez tocou na minha ferida.

CLARO que eu não queria ainda morar na casa dos meus pais. Acho que quase ninguém realmente quer, né? Talvez eu tenha essa opinião porque trabalho há 6 anos, pago minhas contas, pago minha faculdade, compro e passo minhas roupas, dirijo se precisar, e por aí vai. O que eu ganho da minha mãe é casa pra morar, roupa lavada, água/energia/tvacabo/internet, café da manhã e comida no final de semana.

Agora, me diz, quem consegue se sustentar com 20 anos? Quem consegue um emprego que pague faculdade, aluguel, água/energia/tvacabo/internet, comida, etc? Me diz onde tem esse emprego que eu quero...

Claro que se minha mãe pagasse minha faculdade, seria bem mais fácil. Como vejo por aí, muita gente que ganha seu salário e pode gastá-lo todinho (ou poupar) sem se preocupar com nada. Daí sim o comentário da Gica é plausível. Mas generalizar é feio.

Enfim, o post não é sobre o comentário e sim sobre o assunto.
Tem coisas básicas que eu queria "conquistar" até os 30:
- Ter um lugar pra morar, de preferência que não seja aluguel.
- Não andar mais de ônibus. Sim, ter um carro. Mas queria um bicicleta também!
- Encontrar um emprego legal e que pague bem. Não só um emprego OK, mas aquele que dá vontade de levantar todo dia.

Às vezes me dá vontade de largar tudo e pegar um trabalho na videolocadora, no cinema, ou no café da esquina. Fazer um estágio bobo de 4 horas. Algo que não tenha muita responsabilidade sabe?

Talvez eu pudesse fazer isso com 16 anos, mas agora não dá mais. Meu "custo de vida" tá um pouco alto (ok, as prestações da Renner).
O que mais vejo agora são esses estágios e oportunidades sem muita complexidade (e sem muito salário) pra iniciantes. Dá uma invejinha porque na minha época não tinha disso.

Bom, minhas metas tão aí. Tenho mais ou menos 7 anos pra chegar lá, mesmo que atualmente não esteja fazendo nada pra conseguir isso.. sim, economia não é meu forte. Quem sabe um dia...

19.5.11

sobre algum tipo estranho de amizade.

Li hoje em algum lugar: "Você sempre foi muito amiga ao me ver chorar, mas nunca suportou a minha alegria."

E tem gente que é assim né? Como tem pessoas que só conseguem apoiar nas horas fáceis, e não sabe lidar nas horas difíceis, o inverso também é verdadeiro.

Tem quem não suporte ver a felicidade de um "amigo".

17.5.11

sobre o ciclo da vida.

Quando a gente gosta de alguém, queremos que a pessoa saiba o que ela significa pra nós, e queremos sentir que também somos importantes para ela.

Sempre compartilhei das decepções e alegrias dos meus amigos: um novo emprego, um novo amor, um pedido de casamento, um término de relacionamento, testes de gravidez, e essas coisas que nos fazem felizes pela outra pessoa, ou nos fazem querer tomar o lugar dela, pra que não sinta essa dor.

Realmente não importa muito quem fica sabendo primeiro da notícia, ou quem dá o primeiro presente, quem tem a disponibilidade de estar perto o tempo todo, quem é escolhido pra apadrinhar uma nova fase, etc...

São coisas simbólicas, que por mais que você passe muito tempo longe de uma pessoa importante, dá pra saber quando mesmo depois de tudo, ela se importa tanto quanto uma pessoa que esteve ali o tempo todo.

Tudo isso pra dizer que eu fiquei muito triste quando a Dani casou, eu cheguei atrasada e perdi ela entrando na igreja. Poxa, só se casa uma vez né? ("No meu segundo casamento...") É um momento que não dá pra substituir.

Então ontem, quando eu fiquei sabendo que minha querida amiga podia estar grávida, mergulhei nessa ansiedade também e me meti: não ia deixar ela ficar sabendo o resultado pelo telefone.

Se notícia ruim já não se fala ao telefone, imagina uma notícia linda dessas?
Então que antes das 15:00 liguei pra ver se o laudo do exame estava pronto, e fomos lá buscar, quase saltitando de ansiedade.

E o resultado? Positivo! Claro! Muito positivo e muito grávida, pra não deixar dúvidas!
Até o tiozinho do laboratório percebeu nossa felicidade.

E simples assim, pude participar de um momento inesquecível da vida da Dani.

Enfim, vai ser o bebê mais lindo e amado do mundo.

Vai ser surreal ter uma amiga nutri barrigudinha, e 9 meses vai demorar muito pra passar.

Toda a felicidade do mundo pros novos papais! ♥

30.4.11

sobre os genes parte 2.

Dizem que capricornianos são "mão de vaca". Eu não entendo nada de signos, viu? Não sei de características de nenhum. Mas li isso mais de duas vezes e não entendi. "Ué, mas eu não sou uma gastadeira? To sempre com várias parcelas da Renner pra pagar..."
Mas daí pensei com meus botões... às vezes compro impulsivamente, e outras, penso muito muito tempo antes de desembolsar, sabe? Meses, às vezes. Enrolo o quanto der. Quando o negócio que eu tanto queria comprar acaba, às vezes dá até um alívio. hahaha
Algumas vezes vou até o outro lado da cidade pra comprar o remédio 3 reais mais barato. Mas nem sempre, viu? São lapsos de mão de vaquice, e minha mãe também é assim! Muita coisa é "pegar o mais barato".. "isso não precisa..." etc..
Muitas vezes vou pelo mais barato e me ferro. Eu não aprendo mesmo...

Daí... consegui puxar do meu pai uma coisa péssima: não conseguir se sustentar. Tudo bem que ainda moro em casa, não pago água/luz/telefone/internet, mas atualmente se precisasse, não conseguiria.
Meu salário tá sempre contadinho na planilha, e se me perguntares, mês que vem já tá quase todo comprometido.
Eu compro minhas roupas, sapatos, desodorante, shampoo, condicionador, creminhos, esmaltes, etc... minha mãe paga as contas da casa + comida.
Mas meu pai não pagava praticamente nada, sabe? Vivia às custas da minha mãe. E morro de medo de ser assim... não posso!

Eu ainda não consegui colocar dinheiro no banco, e deixar lá. Mas um dia, com a ajuda do namorado """economista""", quem sabe ;)
Minha mãe, de fato, também não é muito de poupar no banco e sobrar dinheiro no final do mês. Acho que não tinha como eu sair diferente.
Mas ao menos ela é e sempre foi responsável por colocar a comida na mesa, e não deixar a energia ser cortada!

Cri cri. Eu sou cri cri como minha mãe. Me irrita muito quando ela pega no meu pé que "preciso comprar roupas", "engordasse né?", "arruma esse quarto!", etc... Tipo, vai cuidar da tua vida, mulher!
Mas eu sou igualzinha, e to sempre dando pitaco na vida do namorado. Parece que sou a mãe dele! (mas encarnada na minha)
Não consigo evitar, são coisas que penso serem tão básicas... não deveria precisar dizer!
Enfim.. tento sempre melhorar, viu amor?

Impaciência. Normalmente eu não to pronta ainda pra sair, mas quero que todo mundo já esteja! Pra quando EU estiver, podermos sair! hahah
É impaciência ou egocentrismo?

Detesto esperar. Fico com raiva de perder o ônibus e esperar mais 15 minutos por outro. Muita perda de tempo!
Minha mãe: nem deu a hora de eu voltar pra casa com o carro, e ela já tá ligando, supondo que não vou chegar a tempo. Se me atraso 5 minutos, ela já fica furiosa, mesmo que não esteja pronta pra sair com o carro.
É mole??

Dormir... ah, eu adoro dormir. Mas não demais! Acho perda de tempo. Adoro acordar 9 da manhã do sábado espontâneamente e aproveitar o dia. Mas quando tenho sono pra dormir até meio dia, claro que não deixo de o fazer.
Minha mãe parece só dormir o necessário. À noite, e final de semana à tarde. Aquele costume de gente mais velha, sabe? Mas é certeiro: ela não dorme até tarde no final de semana, mas também não vai dormir cedo, por dormir.

A pele clara, do pai. O jeito mais explosivo contido - só para quem conhece - da mãe.

Bom, tem mais outras coisas que não dão tanto pano pra manga, mas pra resumir: a gente acha que os pais não nos entendem, mas é só porque nós somos tão parecidos! Com certeza muitas das coisas que eu não aprovava neles, vou fazer exatamente igual depois. É um pouco triste, mas eu não seria a primeira... ;)

27.4.11

sobre os genes.

Eu sou muito dos meus pais, sabe?
Tenho a impressão que só puxei as coisas ruins, mas acho que não é por eu só encontrar defeitos neles, mas sim em não aceitar minhas qualidades (assim, não procurando conexão entre qualidades em comum).

Eu sou assim:

Puxei o lado anti social do meu pai. Ele não era MUITO de pessoas. Claro que curtia um churrasco, tomar a cervejinha e conversar. Isso eu também gosto, de pessoas legais, beber umas e bater papo com os amigos. Só não fico extremamente confortável conversando com muita gente que não conheço.

Mas puxei o lado "saideira" da minha mãe. Minha mãe não para em casa, tá sempre fazendo alguma coisa, em qualquer lugar, menos em casa. São raras as vezes que encontro ela deitada no sofá pra descansar, ver televisão...
E eu muitas vezes não suporto ficar em casa sem fazer nada, sempre quero SAIR. O maior problema é que pra mim, fazer alguma coisa = comprar alguma coisa. Seja comida, uma revista pra ler, um cinema, tomar um chopp, e por aí vai. Não sei se é coisa de blumenauense, já que aqui não tem muita opção de fazer, sem desembolsar...

Já que mencionamos, adoro comer. Adoro, adoro, adoro. Amo. Acho que um dos maiores prazeres. Como minha ex-psicóloga disse: é fácil sentir prazer quando não precisa fazer esforço, sem dar nada em troca. Acho que é assim mesmo a comida, né? É só pegar (pagar) e comer.
To pra descobrir prazer mais fácil! (deixemos o óbvio de lado...)

Bom, voltando, puxei isso do meu pai, claro. Gordinho sempre, eu tenho essa tendência a pensar em comida, e engordar.
Minha irmã não, puxou minha mãe e a facilidade em comer, e não engordar.

Minha mãe era a espontânea da relação, e fala consideravelmente. Pode se dizer, que às vezes fala sem pensar, com bastante sinceridade. Essa sou eu.
Boatos que sinceridade é uma coisa boa, e até me provarem que não, eu também sou fã. Mas sei que devemos dosar, pra não ofender ninguém. Nós tentamos....

Puxei também a parte espontânea, que tá meio incluso na parte de sair: viajar.
Muitas vezes quando eu era menor, eu e minha mãe fazíamos as malas, e íamos passear com excursões Brasil afora.
Já meu pai e irmã ficavam em casa. Ai que chatice, né?
Já falei pro namorado que se for assim como meu pai, não vai dar. Quero fazer 26 anos de casada e viajar ainda. Note que não coloquei um ano redondo pra não parecer que só quero viajar pra comemorar aniversário de casamento!

(to be continued)

6.2.11

sobre a infância (e o futuro).


Esse vídeo não tem nada a ver, mas enquanto assistia ele (encantada) lembrei do assunto que vou falar nesse post. (fiquei muito em dúvida qual link colocar aqui, já que assisti o vídeo de uma câmera diferente, e os ângulos realmente fazem diferença! Mas tem outro aqui, e recomendo assistir todos, pois essa apresentação foi linda!)

Não era minha intenção ficar fazendo posts sobre coisas do passado, mas de vez em quando bate uma saudade, ou só paro pra pensar mesmo, e penso que podia compartilhar um pouco "da minha história" por aqui, e quem saber reler isso quando a memória estiver mais prejudicada...

Quando eu era menor e ficava em casa depois de voltar da aula, não fazia muito além de assistir televisão. E era encantada por coisas e pessoas bonitas: um comercial com uma música legal, uma introdução de série interessante, clipes musicais de ídolos ou apenas com uma fotografia legal, apresentações ao vivo, e por aí vai.

Eu vivia com o controle na mão, com o dedo no REC. Comprava fitas e mais fitas VHS e gravava tudo que achava legal. Até hoje, meio sem utilidade, tenho mais de 40 fitas guardadas no alto do meu armário. Infelizmente não tenho mais nenhum video cassete que funcione, e é muito caro passar pra DVD.

Essa belezinha..

Na verdade, cheguei no assunto das fitas, pois assistindo ao show de Glee, me deu saudades de dançar.
Desde pequena, não sei quantos anos, uns 8 talvez, eu dançava, algo parecido com street dance (dança de rua).
Fazia apresentações por aí, com o pessoal da Oficina de artes da Associação da Hering, e depois com algumas vizinhas, decidimos "voar solo".

Gravávamos as danças legais, abríamos espaço na frente da TV e copiávamos as coreografias por horas a fio.
Acho que lá por 2000, 2002, conseguimos até com algum conhecido de algum amigo, mp3 em cd com algumas apresentações ao vivo, assim não tinhamos que dançar a versão do cd (como extrair o áudio da TV para o CD, né?), sendo que tínhamos a coreografia da versão ao vivo, que é sempre diferente.

Tudo isso pra dizer que sinto falta de dançar. Não temos mais tempo pra isso, com a faculdade, trabalho.. Se quisesse, poderia me inscrever numa academia e dançar isso, mas não é a mesma coisa, sabe? O estilo vai ser diferente, as pessoas, e as músicas. E não tenho tempo pra ensaiar, isso é fundamental. Também não rola apresentação, porque não é algo popular, e isso desestimula.


It's Britney, bitch.

Sinto falta de dançar, assim como sinto falta de jogar vôlei, basquete (por mais que era ruim nisso, achava divertido) e como tenho certeza que sentiria falta de andar de bicicleta, se soubesse andar numa.

Ficamos presos nessa vidinha de trabalhar e estudar, pra comprar uma casa e um carro. Não temos talento pra nada, e a vida é tão mecânica que é triste. Não poder fazer diferença pra ninguém, não inspirar ninguém. Queria fazer algo útil, algo que fizesse pessoas felizes, e principalmente, me fizesse feliz.

Infelizmente, isso não dá dinheiro por aqui, e nem uma casa e um carro na garagem.

Update: A gente dançava essa música do vídeo, o começo da Britney Spears, e depois a parte do N Sync, a partir de 2:30. Era uma das preferidas ♥