17.5.11

sobre o ciclo da vida.

Quando a gente gosta de alguém, queremos que a pessoa saiba o que ela significa pra nós, e queremos sentir que também somos importantes para ela.

Sempre compartilhei das decepções e alegrias dos meus amigos: um novo emprego, um novo amor, um pedido de casamento, um término de relacionamento, testes de gravidez, e essas coisas que nos fazem felizes pela outra pessoa, ou nos fazem querer tomar o lugar dela, pra que não sinta essa dor.

Realmente não importa muito quem fica sabendo primeiro da notícia, ou quem dá o primeiro presente, quem tem a disponibilidade de estar perto o tempo todo, quem é escolhido pra apadrinhar uma nova fase, etc...

São coisas simbólicas, que por mais que você passe muito tempo longe de uma pessoa importante, dá pra saber quando mesmo depois de tudo, ela se importa tanto quanto uma pessoa que esteve ali o tempo todo.

Tudo isso pra dizer que eu fiquei muito triste quando a Dani casou, eu cheguei atrasada e perdi ela entrando na igreja. Poxa, só se casa uma vez né? ("No meu segundo casamento...") É um momento que não dá pra substituir.

Então ontem, quando eu fiquei sabendo que minha querida amiga podia estar grávida, mergulhei nessa ansiedade também e me meti: não ia deixar ela ficar sabendo o resultado pelo telefone.

Se notícia ruim já não se fala ao telefone, imagina uma notícia linda dessas?
Então que antes das 15:00 liguei pra ver se o laudo do exame estava pronto, e fomos lá buscar, quase saltitando de ansiedade.

E o resultado? Positivo! Claro! Muito positivo e muito grávida, pra não deixar dúvidas!
Até o tiozinho do laboratório percebeu nossa felicidade.

E simples assim, pude participar de um momento inesquecível da vida da Dani.

Enfim, vai ser o bebê mais lindo e amado do mundo.

Vai ser surreal ter uma amiga nutri barrigudinha, e 9 meses vai demorar muito pra passar.

Toda a felicidade do mundo pros novos papais! ♥

30.4.11

sobre os genes parte 2.

Dizem que capricornianos são "mão de vaca". Eu não entendo nada de signos, viu? Não sei de características de nenhum. Mas li isso mais de duas vezes e não entendi. "Ué, mas eu não sou uma gastadeira? To sempre com várias parcelas da Renner pra pagar..."
Mas daí pensei com meus botões... às vezes compro impulsivamente, e outras, penso muito muito tempo antes de desembolsar, sabe? Meses, às vezes. Enrolo o quanto der. Quando o negócio que eu tanto queria comprar acaba, às vezes dá até um alívio. hahaha
Algumas vezes vou até o outro lado da cidade pra comprar o remédio 3 reais mais barato. Mas nem sempre, viu? São lapsos de mão de vaquice, e minha mãe também é assim! Muita coisa é "pegar o mais barato".. "isso não precisa..." etc..
Muitas vezes vou pelo mais barato e me ferro. Eu não aprendo mesmo...

Daí... consegui puxar do meu pai uma coisa péssima: não conseguir se sustentar. Tudo bem que ainda moro em casa, não pago água/luz/telefone/internet, mas atualmente se precisasse, não conseguiria.
Meu salário tá sempre contadinho na planilha, e se me perguntares, mês que vem já tá quase todo comprometido.
Eu compro minhas roupas, sapatos, desodorante, shampoo, condicionador, creminhos, esmaltes, etc... minha mãe paga as contas da casa + comida.
Mas meu pai não pagava praticamente nada, sabe? Vivia às custas da minha mãe. E morro de medo de ser assim... não posso!

Eu ainda não consegui colocar dinheiro no banco, e deixar lá. Mas um dia, com a ajuda do namorado """economista""", quem sabe ;)
Minha mãe, de fato, também não é muito de poupar no banco e sobrar dinheiro no final do mês. Acho que não tinha como eu sair diferente.
Mas ao menos ela é e sempre foi responsável por colocar a comida na mesa, e não deixar a energia ser cortada!

Cri cri. Eu sou cri cri como minha mãe. Me irrita muito quando ela pega no meu pé que "preciso comprar roupas", "engordasse né?", "arruma esse quarto!", etc... Tipo, vai cuidar da tua vida, mulher!
Mas eu sou igualzinha, e to sempre dando pitaco na vida do namorado. Parece que sou a mãe dele! (mas encarnada na minha)
Não consigo evitar, são coisas que penso serem tão básicas... não deveria precisar dizer!
Enfim.. tento sempre melhorar, viu amor?

Impaciência. Normalmente eu não to pronta ainda pra sair, mas quero que todo mundo já esteja! Pra quando EU estiver, podermos sair! hahah
É impaciência ou egocentrismo?

Detesto esperar. Fico com raiva de perder o ônibus e esperar mais 15 minutos por outro. Muita perda de tempo!
Minha mãe: nem deu a hora de eu voltar pra casa com o carro, e ela já tá ligando, supondo que não vou chegar a tempo. Se me atraso 5 minutos, ela já fica furiosa, mesmo que não esteja pronta pra sair com o carro.
É mole??

Dormir... ah, eu adoro dormir. Mas não demais! Acho perda de tempo. Adoro acordar 9 da manhã do sábado espontâneamente e aproveitar o dia. Mas quando tenho sono pra dormir até meio dia, claro que não deixo de o fazer.
Minha mãe parece só dormir o necessário. À noite, e final de semana à tarde. Aquele costume de gente mais velha, sabe? Mas é certeiro: ela não dorme até tarde no final de semana, mas também não vai dormir cedo, por dormir.

A pele clara, do pai. O jeito mais explosivo contido - só para quem conhece - da mãe.

Bom, tem mais outras coisas que não dão tanto pano pra manga, mas pra resumir: a gente acha que os pais não nos entendem, mas é só porque nós somos tão parecidos! Com certeza muitas das coisas que eu não aprovava neles, vou fazer exatamente igual depois. É um pouco triste, mas eu não seria a primeira... ;)

27.4.11

sobre os genes.

Eu sou muito dos meus pais, sabe?
Tenho a impressão que só puxei as coisas ruins, mas acho que não é por eu só encontrar defeitos neles, mas sim em não aceitar minhas qualidades (assim, não procurando conexão entre qualidades em comum).

Eu sou assim:

Puxei o lado anti social do meu pai. Ele não era MUITO de pessoas. Claro que curtia um churrasco, tomar a cervejinha e conversar. Isso eu também gosto, de pessoas legais, beber umas e bater papo com os amigos. Só não fico extremamente confortável conversando com muita gente que não conheço.

Mas puxei o lado "saideira" da minha mãe. Minha mãe não para em casa, tá sempre fazendo alguma coisa, em qualquer lugar, menos em casa. São raras as vezes que encontro ela deitada no sofá pra descansar, ver televisão...
E eu muitas vezes não suporto ficar em casa sem fazer nada, sempre quero SAIR. O maior problema é que pra mim, fazer alguma coisa = comprar alguma coisa. Seja comida, uma revista pra ler, um cinema, tomar um chopp, e por aí vai. Não sei se é coisa de blumenauense, já que aqui não tem muita opção de fazer, sem desembolsar...

Já que mencionamos, adoro comer. Adoro, adoro, adoro. Amo. Acho que um dos maiores prazeres. Como minha ex-psicóloga disse: é fácil sentir prazer quando não precisa fazer esforço, sem dar nada em troca. Acho que é assim mesmo a comida, né? É só pegar (pagar) e comer.
To pra descobrir prazer mais fácil! (deixemos o óbvio de lado...)

Bom, voltando, puxei isso do meu pai, claro. Gordinho sempre, eu tenho essa tendência a pensar em comida, e engordar.
Minha irmã não, puxou minha mãe e a facilidade em comer, e não engordar.

Minha mãe era a espontânea da relação, e fala consideravelmente. Pode se dizer, que às vezes fala sem pensar, com bastante sinceridade. Essa sou eu.
Boatos que sinceridade é uma coisa boa, e até me provarem que não, eu também sou fã. Mas sei que devemos dosar, pra não ofender ninguém. Nós tentamos....

Puxei também a parte espontânea, que tá meio incluso na parte de sair: viajar.
Muitas vezes quando eu era menor, eu e minha mãe fazíamos as malas, e íamos passear com excursões Brasil afora.
Já meu pai e irmã ficavam em casa. Ai que chatice, né?
Já falei pro namorado que se for assim como meu pai, não vai dar. Quero fazer 26 anos de casada e viajar ainda. Note que não coloquei um ano redondo pra não parecer que só quero viajar pra comemorar aniversário de casamento!

(to be continued)

6.2.11

sobre a infância (e o futuro).


Esse vídeo não tem nada a ver, mas enquanto assistia ele (encantada) lembrei do assunto que vou falar nesse post. (fiquei muito em dúvida qual link colocar aqui, já que assisti o vídeo de uma câmera diferente, e os ângulos realmente fazem diferença! Mas tem outro aqui, e recomendo assistir todos, pois essa apresentação foi linda!)

Não era minha intenção ficar fazendo posts sobre coisas do passado, mas de vez em quando bate uma saudade, ou só paro pra pensar mesmo, e penso que podia compartilhar um pouco "da minha história" por aqui, e quem saber reler isso quando a memória estiver mais prejudicada...

Quando eu era menor e ficava em casa depois de voltar da aula, não fazia muito além de assistir televisão. E era encantada por coisas e pessoas bonitas: um comercial com uma música legal, uma introdução de série interessante, clipes musicais de ídolos ou apenas com uma fotografia legal, apresentações ao vivo, e por aí vai.

Eu vivia com o controle na mão, com o dedo no REC. Comprava fitas e mais fitas VHS e gravava tudo que achava legal. Até hoje, meio sem utilidade, tenho mais de 40 fitas guardadas no alto do meu armário. Infelizmente não tenho mais nenhum video cassete que funcione, e é muito caro passar pra DVD.

Essa belezinha..

Na verdade, cheguei no assunto das fitas, pois assistindo ao show de Glee, me deu saudades de dançar.
Desde pequena, não sei quantos anos, uns 8 talvez, eu dançava, algo parecido com street dance (dança de rua).
Fazia apresentações por aí, com o pessoal da Oficina de artes da Associação da Hering, e depois com algumas vizinhas, decidimos "voar solo".

Gravávamos as danças legais, abríamos espaço na frente da TV e copiávamos as coreografias por horas a fio.
Acho que lá por 2000, 2002, conseguimos até com algum conhecido de algum amigo, mp3 em cd com algumas apresentações ao vivo, assim não tinhamos que dançar a versão do cd (como extrair o áudio da TV para o CD, né?), sendo que tínhamos a coreografia da versão ao vivo, que é sempre diferente.

Tudo isso pra dizer que sinto falta de dançar. Não temos mais tempo pra isso, com a faculdade, trabalho.. Se quisesse, poderia me inscrever numa academia e dançar isso, mas não é a mesma coisa, sabe? O estilo vai ser diferente, as pessoas, e as músicas. E não tenho tempo pra ensaiar, isso é fundamental. Também não rola apresentação, porque não é algo popular, e isso desestimula.


It's Britney, bitch.

Sinto falta de dançar, assim como sinto falta de jogar vôlei, basquete (por mais que era ruim nisso, achava divertido) e como tenho certeza que sentiria falta de andar de bicicleta, se soubesse andar numa.

Ficamos presos nessa vidinha de trabalhar e estudar, pra comprar uma casa e um carro. Não temos talento pra nada, e a vida é tão mecânica que é triste. Não poder fazer diferença pra ninguém, não inspirar ninguém. Queria fazer algo útil, algo que fizesse pessoas felizes, e principalmente, me fizesse feliz.

Infelizmente, isso não dá dinheiro por aqui, e nem uma casa e um carro na garagem.

Update: A gente dançava essa música do vídeo, o começo da Britney Spears, e depois a parte do N Sync, a partir de 2:30. Era uma das preferidas ♥


24.1.11

sobre a adolescência.

No sábado retrasado meu computador parou de funcionar, até que foi consertado (e formatado), onde quando recebi de volta na quinta feira passada, resolvi fazer uma limpa e organizar todos meus documentos que estavam em milhares de pastas nada padronizadas desde 2003.

Fiz isso na quinta feira das 21:00 à 01:00, sexta à noite e sábado durante a tarde inteira.
Foram 3 dias de "remembers" de festas, amigos e blogs criados onde os posts se resumiam a "Não fiz nada hoje e meus pais não me deixam sair". hehe

Quem me conheceu na época, sabia que meus pais não eram fácil, bem diferente dos pais das minha amigas que eram bem mais liberais.
Hoje em dia não acho que tenha perdido nada realmente importante. Não tenho como dizer que deixei de fazer amigos, blablabla. Claro que eu pensava isso antes, mas agora não acredito que tenha sido tão importante.
Deixei sim de ser mais influenciada.
No final, acredito que nenhuma de nós se saiu mal, por ter tido mais ou menos liberdade.

Li um post onde escrevi que meus pais iriam se separar, em 2004. Eu já nem lembrava mais disso, apenas que eles quase se separaram, mas não o quão perto nós estivemos disso acontecer. Meu pai faleceu 3 anos depois, e por mais que as mágoas das coisas que ele fez enquanto esteve aqui ainda não me deixam ver ele como o santo que minha irmã vê atualmente, acredito fortemente que aconteceu exatamente como tinha que acontecer: meus pais não se separaram e meu pai não teria onde/como viver, e 3 anos depois, a doença veio e a separação foi inevitável. Ninguém precisou fazer uma escolha.

As saídas noite afora (até hoje não acredito que às vezes conseguia voltar 7 da manhã sem levar broncas) e as festas eram bem divertidas às vezes e outras um tédio.
Claro que só lembro das divertidas.
Tenho fotos bizarras, que não mostro pra ninguém, porém não consigo apagar: feiuras de uma bêbada.
Elas são vergonhosas, mas me lembram como eu me divertia sem medo do que os outros
pensavam (até demais!), coisa que hoje em dia, é muito difícil fazer.
Não tenho filhos, marido, carreira, mas quando crescemos, criamos alguma vergonha na cara né? Infelizmente.

Depois dos 18 anos já me sentia velha. Quase não aguentava passar a madrugada na festa, e hoje raramente passo das 2 da manhã em qualquer lugar. Se tiver um sofazinho, opa! Fico por ali mesmo.
Não é triste?

Bom, o post foi mais pra dizer que eu me diverti, mas mudei bastante da menina de 15 anos. O estilo era vergonhoso, mas graças a Deus, minhas atitudes sempre foram boas.
Eu evoluí, e espero que daqui a 5 ou 7 anos eu tenha evoluído muito mais e possa sentir orgulho do que já fui, mas principalmente, do que serei então.

8.1.11

sobre as resoluções de 2011.

Acho que ano passado não fiz "listinha" de coisas que gostaria de ter feito em 2010, e talvez por isso meu ano foi tão sem graça.

Sinceramente, fui responder uma retrospectiva que a Dani me mandou por e-mail e desisti. As respostas foram todas bem vagas, já que meu ano foi bem sem graça, sem nenhuma realização importante, sabe?

A única coisa diferente que fiz foi a segunda tatuagem e consegui continuar na faculdade.
Trabalho a mesma coisa, namoro o mesmo, amigos também, nenhuma compra ou viagem fanstática (ah, Curitiba eu queria ir faz tempo. Ponto.)

Então esse ano fiz uma listinha de coisas que seria bem legal se conseguisse fazer/continuar fazendo. Lá vai:

1. Pesar 54 kg
2. Fazer exercícios
3. Parar de usar tênis diariamente
4. Guardar um dinheiro mensalmente
5. Continuar não tirando cutículas
6. Continuar na faculdade
7. Trocar de emprego se até março não melhorar trabalho/salário
8. Comprar um notebook
9. Assistir Mad Men, Fringe
10. Colocar lentes de contato ou comprar óculos novo e ENXERGAR
11. Usar maquiagem todos dias (apoio: 2beauty)
12. Comprar câmera digital
13. Pedir menos coisas pro Daniel
14. Ler ao menos 1 livro por mês
15. Terminar clareamento dos dentes
16. Cumprir todas tradições de ano novo pra ver se funciona!
17. Trocar coca cola por chá gelado
18. Ir no Rock In Rio assistir Red Hot Chili Peppers e Coheed and Cambria



Será que dessa vez vai? :)

5.1.11

sobre a personalidade dessa que vos fala.

Eu não sou uma pessoa fácil de lidar, sabe?

Não sou apegada a minha família, minha irmã mais velha está longe de ser melhor amiga ou algum exemplo a seguir, e não tenho amigos (as) de infância.

Não fui criada pra ser nenhuma Miss Simpatia, e isso às vezes não acaba bem.

Lembro que tive algumas "melhores amigas" quando menor, mas não lembro o que aconteceu pra essas amizades acabarem. Eu acho que enjôo fácil das pessoas.
Se elas não correspondem minhas expectativas, eu me acho melhor sem elas. Detesto ser algo que não sou, e fingir gostar de alguém. Tolerância zero.

Terminei a 8ª série nem querendo fazer formatura, e meus últimos "recreios" eram lendo livros (algum Harry Potter, se não me engano). Só queria ir embora daquela escola sem nem olhar pra trás. Acreditava na promessa que o ensino médio traria uma escola nova, pessoas muito legais e um recomeço.

Tive novas amizades, e uma amiga em especial. Era eu e ela. Carne e osso.
Daí a gente acabou brigando com as outras amigas (sem contar outras meninas antes, mas a briga não era minha), e ficamos eu e ela só.

Então essa amiga começou a andar com as meninas que havíamos criado uma "richa" no começo (aquela que a briga não era minha), e acabei ficando de lado. No final do 2º ano, não queria mais estudar lá.
Tinha uma nova BFF, e me mudei pro colégio dela.

Lá, era eu e ela. Eu era novata, então ia atrás da amiga. Ela não era muito sociável, então aquele ano não fomos super populares na escola. Mas fora, fizemos bastante colegas, e durante uns 2 anos, eu conheci muita gente. Muita gente mesmo, muitas festas. Esqueci um pouco o quão tímida eu era, e como não fazia amizades fácil.

Mas isso tudo passou, eu mudei, e quase nenhuma dessas amizades ficaram. De todas 39812781 pessoas, ficaram duas amigas até hoje, depois de 6 anos.

Daí veio a faculdade, e achei que seria fácil. Não foi.
Não gostei da turma que peguei, o pessoal com quem eu falava não fazia meu tipo, sabe? Eu não sou muito de me adaptar ao ambiente. Eu sou quem eu sou. Fiquei dois semestres frustrada nessa turma e mudei.

Fui pra uma sala que conheci várias meninas legais e queridas. A turma era unida e faziam festas. Tudo que eu queria!
Éramos super colegas, porém decidi trancar o semestre por outros problemas. Pronto, perdi as colegas (tenho preguiça de manter amizade com quem eu nunca encontro).

Voltei pra faculdade, sala nova. Nada a ver comigo. Tinha uma ou outra pessoa legal, mas não fiz esforço pra enturmar, sabe? Aquela coisa de dar a hora do intervalo e sair fora, em vez de bater papo e tal.

Troquei mais uma vez de sala. Prestatenção, essa já é a quarta! (sem contar uma de concentrado e outra que fiz só 1 matéria - se gostasse, podia ter escolhido essa - mas não)

O último semestre fui pra 4ª turma. Gostei, tem pessoas legais, outras malas, e esse semestre decidi manter a mesma sala. Até porque, provavelmente já estudei em todas outras e não gostei.

Eu sou uma pessoa bem crítica. Com meus amigos, com meu namorado. Quem me conhece, sabe. Eu falo tudo o que penso, e eu sei que machuca. Eu falo sem pensar, e queria ter mais filtro (célebre frase da amigona Dani).

Sou estressada, dona da verdade, impaciente, sarcástica e às vezes falo demais. Mas também sou compreensiva, gosto de dar conselhos, tenho um humor incomum, e me acho bem empática!

Eu juro que sou legalzinha. Só não tenho paciência pra gente que não tem a ver comigo, e principalmente, quem não tem personalidade.

Er, é, eu tento acreditar que essa dificuldade toda é porque eu tenho uma personalidade forte.

Vai discutir?

8.9.10

sobre a dani!

Sábado foi o casamento da Dani, amiga querida que trabalha comigo na Hey Now Life.

Passamos nossos dias meio cheios de tédios por conta de dietas e números, fofocando sobre a vida dentro e fora da casa branca, sobre os pacientes e doenças, e... comendo!

A gente vive se xingando também, e ela me apelida de várias coisas que não gosto. Só aceito o "jovem", que finjo ser carinhoso, e não no sentido pejorativo.

Enfim, acompanhei um pouquinho (deve ter sido 10%!) da loucura é um casamento, e também do que a Dani gostava ou não em casamentos, graças ao milhares de blogs...

Parecia que o dia 4 de setembro nunca chegava, e que era tão distante.

Eu até preferia assim, pois daí aquela preparação toda pro casamento não acabaria e eu não ia perder minha "companheira de guerra" pra lua de mel!

Mas o dia chegou... e eu consegui chegar atrasada na igreja! Tudo bem que era bem longe e não conhecíamos o caminho... mas sabe quando você não dá muita importância pra alguma coisa até que ela acontece ou acaba?

Eu sabia que eu queria estar lá, e estaria, mas não me preocupei demais. Eu queria muito ter visto a Dani entrar na igreja... porque ela não é uma pessoa comum, sabe?
Aquela que queria um casamento enorme, cheio dos clichês, e louca pra ser paparicada por 200 convidados.
Eu sei que por ela, seria uma festa pra 50 pessoas, mais do jeitinho dela e menos do jeito da decoradora.

Achei a igreja linda demais, e perdoei por ser tão longe.

A decoração da festa.... linda! (ok, ponto pra bruxa)

As luzes, as mesas de madeira, as flores, vasos, tudo muito bem feito e aconchegante.

Deu um orgulhinho da Dani, que não é minha amiga de infância e nem minha irmã, a gente não cresceu juntas, mas ainda assim fiquei orgulhosa de vê-la casar.
Até porque eu sou "jovem" e ela é minha primeira amiga de verdade que casa, então não to acostumada.

Como dizia o cd de lembrança (que tou ouvindo direto desde domingo!), a Dani e o Shatz são o ímpar perfeito, e eu desejo de verdade que vocês continuem se fazendo feliz, brigando o menos possível, e sendo essas duas pessoas incríveis, que não são cheios de amigos sem motivos.

Eu sei que ela merece mais que um emprego chato, por isso to morrendo de medo que ela não volte mais pra cá.

Por ora, boas férias querida! :)

19.7.10

sobre ser feliz, em geral.

Será que dá para ser feliz sem dinheiro?

Tenho certeza que existem pessoas especiais e capazes de transformar qualquer situação legal o suficiente para que não precisemos nos preocupar com a roupa que vestimos, a maquiagem (ou a falta dela), a bebida que tomamos, a comida que comemos ou com o lugar em que estamos.

Mas infelizmente essas pessoas são raras e é sim muito difícil ter "cabeça" para aguentar e não precisar das facilidades que o dinheiro proporciona, depois de trabalhar, estudar, e resolver todos os pepinos que a vida nos proporciona diariamente.

Então a minha pseudo-solução, é questionar: estamos velhos? Como se a idade avantajada, fosse sinônimo de apatia, tédio, insatisfação e desmotivação para viver.

Afinal, quanto mais velhos, a vontade de viver aumenta, ou diminui?

Sempre tive a impressão que pessoas mais velhas que eu, é que usavam milhares de desculpas para não fazer as coisas: contas para pagar, muito calor, muito frio, cansaço, resfriado, preguiça, filhos, trabalho, etc...

Mas eu, com 21 anos e meio na cara, me vejo usando essas desculpas também.
Ou então, quando me disponho (!!) a fazer alguma coisa, às vezes não consigo me desligar das obrigações, e acabamos todos sempre recuando, nos restringindo, engolindo os sentimentos, voltando mais cedo para casa, rindo menos, chorando menos, vivendo menos.

Uma coisa que notei nesse final de semana é que se você vai num lugar bacana, com comida diferente, por exemplo, você vai pagar pelo conjunto.

Pra que ficar reclamando o tempo todo por esse preço, e no final ter que pagar do mesmo jeito? Por que não encarar como um presente, ou apenas curtir o lugar, a comida bacana e a companhia? O preço vai ser o mesmo no final, mas o caminho é muito mais fácil e divertido quando se aceita a "vida" como ela é, e não passamos o tempo todo lutando contra isso.

Eu acho mesmo que na minha (pouca) idade, eu deveria estar VIVENDO mais, e reclamando menos. Encontrando menos desculpas para fazer o que for que seja.

Em vez de se preocupar com o amanhã: enjoy the ride.

"Você não consegue escolher como você vai morrer, ou quando. Você consegue apenas decidir como você vai viver. Agora."
-- Joan Baez

21.4.10

sobre as lamentações de ser mulher.

Ser mulher não é fácil.

Tem que estar sempre magra, linda, perfumada, maquiada, bem vestida, ser bem resolvida, cabelo limpo e em ordem, unhas pintadas, pele macia e depilação em dia.

A gente vai ao dentista e ouve tudo como tem que escovar os dentes e passar fio dental após cada refeição, não comer doces e balas, fazer limpeza a cada 6 meses, tudo isso pra depois não ter que fazer restaurações.
Beleza, a gente sai de lá pensando que vai fazer tudo certinho, afinal, ninguém merece ter os dentes doendo quando toma água gelada (/colgate) e come chocolate né? Mas e o trabalho que dá escovar os dentes sempre que come o lanche da manhã ou da tarde? E passar o fio dental em todos os dentes? E evitar a coca cola e o café pros dentes não amarelarem?

Depois tem a nutróloga (a Dani me mata) que dá aquela dieta que sabemos de cor e salteado, faz recomendações de caminhar, fazer exercícios, dormir bem, comer saladas e verduras, não comer na frente do computador ou televisão, tirar tempo para comer com calma, não beber durante as refeições, não beber muito álcool, comer frutas, e enfim, comer pouca porcaria e muita coisa verde.
Saio de lá pensando, claro, isso é saudável e vai evitar problemas mais tarde, além do mais vou ficar com o corpo legal e tal. E o tempo e esforço pra fazer tudo isso? A vida moderna permite todas essas frescuras? Caminhar de manhã cedo no feriado? E sábado e domingo também, já que é a solução pra quem trabalha e estuda o dia todo.

E eu não consigo almoçar comida decente todos os dias. Meu “vale refeição” (deveria ser vale 1/3 de refeição) não dá conta do padrão dos restaurantes do centro, e acaba em duas semanas, com sorte. Meu trabalho fica no topo de um morro, e além de descê-lo, tenho que andar mais uns 500 metros pra chegar num restaurante, então quando tenho o empenho de fazer isso no sol escaldante, quero comer uma coisa calórica e que vai me deixar feliz, né? Só que essas coisas custam o dobro do que posso pagar, e ainda acumulam as gordurinhas. Daí o resto do mês eu tenho que comer a péssima comida (não sou mal agradecida, viu? Não é muito boa mesmo) requentada da minha mãe. Isso não anima muito.

Eu adoro maquiagem. Mas quem me vê todos os dias, sabe que eu não uso. Quando vou numa farmácia ver o que “tem de novo”, to sempre sem, e a mulher deve me achar louca porque compro tanto, mas nunca me vê maquiada.
Daí a gente vê as meninas de pele perfeita, que nem precisam de base. Passa o rímel e blush e tá pronta pra trabalhar. Eu queria sim ir bonitinha trabalhar todos os dias. Com o corretivo no lugar, rímel, um traço de lápis de olho, blush e batons diferentes todos os dias. Só pra dar um “up”. Mas não tenho tempo. Acordo atrasada todos os dias e a correria só me permite lavar o rosto com um sabonete adequado, passar o tônico e o hidratante sem FPS. O protetor solar perfeito eu tenho, mas não dá tempo de passar, e depois de retocar também.

E tem que ir trabalhar com a roupa limpa, passada e bonitinha, o sapato confortável pra subir o morro e às vezes andar até o restaurante pra almoçar. Não dá. Vou de calça jeans todos os dias e uma blusa qualquer que me permite brigar o menos possível com o frio ou o calor absurdo lá fora. Nos pés sempre o mesmo tênis all star ou uma sapatilha pra variar.

No cabelo dei jeito porque agora ele tá curto. Ainda precisa de uma chapinha todas manhãs pq quando acordo ele fica volumoso no “topo”. Coisa de 5 minutos que às vezes custa o meu ônibus. Mas já foi pior. E eu tenho que lavar ele todos os dias pq é muito oleoso.

As unhas eu não faço sempre, tenho preguiça. Mas às vezes bate a vergonha e faço, ou “mando fazer”.
A pele não tá macia, mas o namorado acha que tá bom. Tenho preguiça dos hidratantes de corpo, apesar de ter vários.

A depilação eu gosto de pensar que não faria com tanta freqüência se não tivesse namorado. É um negócio que pouparia dinheiro e dor. Mas eu admito que gosto muito do resultado depois, então, eu tento reclamar o menos possível porque vale a pena. Mas olha, dói.

Daí a gente vai ao dermatologista e ele já dá outras milhares de recomendações e produtos pros problemas que a gente leva lá, mas tem a maior preguiça de resolver depois que aparece uma possível solução.

A ginecologista tem a vez dela. O ortopedista também, pra dor nas costas. A neurologista pra dificuldade em dormir.

Como mulher é problemática né? Vê problemas em tudo. Eu acho bom que eu tento resolver algumas coisas, mas daí vou ver, tenho tantos “problemas” que ainda me pergunto como estou de pé?

A minha bolsa do dia-a-dia é pesada. Tem de tudo. Necessaire, sombrinha, fones de ouvido, celular, remédios, lapiseira, caneta, borracha, carteira, porta aparelho móvel, calculadora, óculos de grau, óculos de sol, etc... levo também caderno na mão, e às vezes alguma sacola com coisas pro trabalho (afinal saio de casa às 7:20 e chego às 22:30 né?) e então olho pro meu namorado e o que ele leva? Nada!!! Celular, crachá, chaves no bolso, às vezes algum papel de anotações da faculdade e só!

Como é possível isso?!!?

Ainda tenho que me preocupar em ser uma boa profissional, boa namorada, assistir as aulas chatas da faculdade, fazer provas e trabalhos, não esquecer de tomar anticoncepcional todos os dias, aguentar o filho dos outros, pagar contas e mais um monte de coisas.

Nesse exato momento acabei de fazer declaração de imposto de renda pra minha mãe e pra amiga dela, aguentei as mal criações do meu sobrinho e da minha irmã e tô de saco cheio.